AI AI MEUS 20 ANOS...

16 abril 2018
Todos os anos eu sinto a mesma energia deste dia, claro, em intensidades diferentes, mas com a mesma essência. No dia 06 de abril completei meus 20 anos de idade. Uma data não tão comum das pessoas comemorarem, como por exemplo, os 15 anos de uma garota ou os 18 de um rapaz (vai entender porque a sociedade faz isso, né?), mas não me importa: é o meu dia!



Olho para o meu passado para lembrar de tudo que já vivi. Com a ajuda de algumas fotografias para facilitar a memória, consigo ver toda uma evolução, não só estética enquanto carne, mas espiritual. Dos meus 18 anos pra cá foi quando toda a metamorfose da vida começou a acontecer em mim. Deixei de ser aquele garoto que vivia com medo de se entender mais, se descobrir, se permitir, para tornar-me isso: a Rick Negreiros.



Hoje no auge dos meus 20 anos consigo perceber o que já conquistei, não coisas que venham a ser palpáveis, bens materiais... longe disso. Mas algo que nunca pensei em conquistar na vida: a tranquilidade e a força de continuar acreditando que tudo vai dar certo. Nas noites que chorei por ser assim, das madrugadas em claro stalkeando perfis de garotos - aparamente perfeitos - e me perguntando porque eu não era daquele jeito, e pior, me julgando sempre.



Bom, Rick Negreiros, é através deste texto que te escrevo, te conheço, te permito, e te aceito. Vem, a caminhada ainda vai ser muito longa, mas você nunca vai chegar lá se desistir no caminho!

FOTOGRAFIA: SOBRE AQUELE NATAL EM PORTO DE GALINHAS

05 março 2018
Fui convidada por uma amiga (Alice) para passarmos o natal juntos. Fiquei mega ansiosa pelo convite por dois motivos: o primeiro foi passar meu primeiro natal só entre amigos, algo que nunca tinha acontecido antes. O segundo foi conhecer todos que moravam com ela, sempre ouvi falar muito bem dessa galera super LGBT+, então já estava sentindo algo bom.


Com toda certeza foi o melhor natal que tive em toda história da minha vida (tiveram outros bons, mas esse foi diferente). Senti algo diferente, algo novo, coisa que nunca havia sentido dentro de mim. Ali estava eu, dentro de uma casa com pouco mais de oito pessoas que só ouvia falar mas tinha visto pessoalmente.



Sabe aquela sensação gostosa de se sentir acolhida 100%? De não se sentir diferente do meio em que está? Pois bem, foram essas coisas que marcam meu natal de 2017. Recordo-me da vez que passou pela minha cabeça e não ser "tão eu" naquele lugar, mas em questão de segundos esse pensamento foi embora, por sentir, que ali eu poderia ser a Rick Negreiros.


E essa mesma sensação me fez, pela primeira vez, pôr um biquíni e ir a praia. Estava ao lado de pessoas que conhecia por algumas horinhas, mas que me passaram segurança e conforto. Com toda certeza, aquilo mudou minha vida e jamais irei esquecer da primeira vez que aquilo aconteceu, em que eu, Rick Negreiros, pude usar o que queria sem medo.



A todos que fizeram desse natal o melhor da minha vida, obrigada, não só pela companhia, as risadas, as sensações, mas por me fazerem acreditar em mim mesma. Obrigada!


Fotografia: